Quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

« voltar

11/08/2017 - 16h58 / Atualizada 11/08/2017 - 17h15



Empresa de TI destaca sistema de telepresença do HU-UEPG


por Assessoria de Imprensa

 O portal da empresa Cisco, líder mundial em Tecnologia da Informação (TI) e redes, publicou matéria sobre o sistema de telepresença adotado pela Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HU-UEPG), para transmitir cirurgias ao vivo para as salas de aula. De acordo como o texto, os equipamentos da Cisco adquiridos pelo HU, vão melhorar a experiência dos estudantes e reduzir custos.

Conforme o chefe de TI, Luiz Gustavo Barros, era inviável colocar todos os alunos numa sala de cirurgia, somando-se a isso, os custos de hotelaria, pois cada aluno teria que usar todo o aparato necessário para entrar no centro cirúrgico. Com o novo equipamento, a aprendizagem tem mais qualidade e mudou a maneira como o cirurgião lida com a cirurgia, que é feita normalmente e “narrada” por ele. “Se for necessário apenas acompanhar os procedimentos, os alunos não precisam mais estar dentro do centro cirúrgico”, afirma Barros.

 Leia a matéria completa (https://www.cisco.com/c/m/pt_br/cases/uepg.html)

A telepresença inserida na formação de mais médicos

Tecnologia Cisco permite que alunos acompanhem procedimentos remotamente; projeto é o início do que a instituição acredita ser a sala de aula do futuro

Inicia-se o ano letivo do curso de medicina na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e Pedro está animado, já que este semestre começam suas primeiras experiências dentro de uma sala de cirurgia. Não fisicamente, mas através de ferramentas de videocolaboração, ele poderá ver como os procedimentos cirúrgicos devem ser realizados em diferentes tipos de operação.

Apesar de Pedro ser um personagem fictício, a história dele serve para ilustrar a principal novidade do Hospital Universitário da UEPG, universidade localizada no Estado do Paraná, que adotou os equipamentos de telepresença da Cisco para transmitir cirurgias ao vivo para as salas de aula este ano.

A intenção com a adoção da tecnologia é melhorar a experiência dos estudantes e reduzir custos. Conforme explica o diretor de TI do Hospital Universitário, Luiz Gustavo Barros, colocar muitos alunos dentro de uma sala de cirurgia era inviável, sendo necessário dividir as turmas e gastar um precioso tempo de aula. Além disso, havia gastos de hotelaria, tendo que vestir os estudantes com todo o aparato necessário, como luvas, toucas e máscaras, para garantir a higiene do local.

uepg1

Ele explica que a câmera está focada no procedimento e na equipe médica, permitindo que todos os alunos tenham a mesma visão do cirurgião. No caso de uma cirurgia por vídeo, onde uma câmera é introduzida no paciente através de uma pequena incisão, a fim de se ter uma visão dos órgãos, o vídeo também é transmitido via Internet.

A novidade não mudou o modo como o cirurgião lida com a cirurgia, que é feita normalmente e “narrada” por ele. “Se for necessário apenas acompanhar os procedimentos, os alunos não precisam mais estar dentro do centro cirúrgico”, afirma Barros.

Ainda segundo o diretor de TI, a tecnologia adotada para as aulas não sofreu adaptações para o projeto, sendo a mesma utilizada em salas de videoconferência padrão Cisco. Por ser móvel, o equipamento adquirido permite a locomoção entre as quatro salas de cirurgia.

“Transmissões são realizadas a cada duas semanas, em média, e já realizamos pelo menos 12 aulas via telepresença desde janeiro, quando iniciamos o projeto”, comenta Barros. Por ser uma iniciativa recente, o especialista diz que ainda não é possível ter estatísticas de uso, mas a expectativa é positiva.

Sala de aula do futuro

A iniciativa de telepresença do centro cirúrgico foi o primeiro passo da universidade rumo ao que Dierone Foltran Jr., diretor de TI da UEPG, chama de sala do futuro. Ele, que acumula as funções de estrategista digital e de professor de TI dentro da universidade, vê que o futuro da educação é conectar as salas de aula, não apenas com a Internet, mas entre si, compartilhando conteúdos e experiências.

O objetivo é propiciar a interação de diversos alunos independente de onde estejam pela telepresença. O professor reconhece que a idéia é atrativa pois permitirá que, em eventos, haja a transmissão de palestras/oficinas para diversas salas, mas ele garante que o benefício maior estará reservado para o estudante.

“Mais que economizar o tempo do professor, daremos aos alunos uma experiência de interação real através da telepresença, podendo compartilhar dúvidas e informações e aumentando a possibilidade de aprendizado”, explica Foltran Jr.

A sala de aula do futuro, ainda segundo o professor, trará possibilidade de alunos que não possam comparecer fisicamente às aulas, seja por ocorrência de alguma enfermidade, ter acesso aos conteúdos ou mesmo participarem das aulas de forma remota, via webconferência.

Foltran Jr. diz que a UEPG estuda qual a tecnologia ideal para formalizar o plano de ação e colocar o projeto em prática. Por enquanto, a estratégia é usar a videoconferência para transmitir palestras e eventos entre os dois campi da universidade, ambos localizados em Ponta Grossa.

“No futuro, queremos fazer projetos pilotos com pequenos cursos, já trazendo a experiência de imersão e interação entre classes”, encerra FoltranJr.

uepg2

Projeto de telepresença fez parte de atualização tecnológica de colaboração

A iniciativa de telepresença no centro cirúrgico fez parte de um projeto maior de atualização das tecnologias de colaboração da UEPG. Segundo Foltran Jr., a universidade já contava com telefonia VoIP há seis anos, mas havia a necessidade de atualização da tecnologia anterior e a eliminação de alguns ramais analógicos que ainda restavam.

Por ser uma universidade pública, a forma de contratação foi por licitação, vencida pela integradora Teltec, parceira Cisco, que emplacou um projeto como serviço, com a UEPG contratando todas as soluções, inclusive os equipamentos, em um contrato de 60 meses. Além disso, a Teltec é a responsável pela manutenção e operação dos sistemas contratados.

“A contratação da solução como serviço nos traz a tranqüilidade de que ela vai funcionar durante todo o tempo de contrato”, comenta Barros, diretor de TI do hospital. “Deixar a manutenção dos sistemas para a Teltec também é bom para nós devido a nossa equipe de TI enxuta, que não precisa gastar tempo com a resolução de problemas específicos da plataforma.”

O projeto completo de colaboração contratado conta com 780 ramais e 30 pontos de videocolaboração em mesa e outros 80 em desktops. As principais vantagens do projeto, segundo o professor Foltran Jr., é a mobilidade adquirida pelos ramais móveis e a videoconferência, que a universidade não contava antes.

“Já tínhamos as vantagens de redução de custo da tecnologia VoIP, mas agora contamos com a possibilidade de fazer videoconferências das equipes entres os campi, que ficam distantes um do outro cerca de 20 minutos”, explica Foltran Jr. A UEPG agora pretende montar salas de telepresença no decorrer deste ano.

"A principal vantagem da telepresença para o aluno é a visão completa da cirurgia, sem a necessidade de ficar se esgueirando entre os colegas para conseguir assistir o procedimento de um melhor ângulo"

diz Luiz Gustavo Barros, diretor de TI do Hospital Universitário

 

Campus Uvaranas - Av. General Carlos Cavalcanti, 4748 - CEP 84030-900 - GPS: 25°5'23"S 50°6'23"W
Campus Central - Praça Santos Andrade, 1 - GPS: 25°5'11"S 50°9'39"W
Fone: (42) 3220-3000 / 3220-3300 - Ponta Grossa - Paraná
Copyright © 1996-2017 - Núcleo de Tecnologia de Informação - UEPG