Sábado, 25 de novembro de 2017

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31/08/2017 - 20h08 / Atualizada 31/08/2017 - 20h13



UEPG deflagra debate sobre autonomia universitária


por Assessoria de Imprensa

Em reunião extraordinária, nesta quinta-feira (31), o Conselho Universitário (COU) da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) aprovou a deflagração do processo de discussão sobre a Autonomia Universitária na instituição. Os conselheiros ainda aprovaram a realização de um seminário aberto à comunidade universitária (docentes, alunos e técnicos), para a composição de uma comissão responsável pela elaboração de uma proposta institucional de autonomia. O evento deverá ocorrer, provavelmente, na terceira semana de setembro.

Na presidência da plenária, o reitor Carlos Luciano Sant”Ana Vargas expôs os motivos da convocação extraordinária do COU, a partir de resolução (109/2017) emitida pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), que institui um Grupo de Trabalho com a finalidade de debater e realizar estudos viabilizando uma proposta para autonomia plena das universidades estaduais paranaenses. O prazo inicial para a apresentação dessa proposta é de 45 dias, sob a coordenação da Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (APIESP).

A reunião do COU registrou a participação, como convidados, das duas entidades sindicais que representam os servidores da instituição. A Seção Sindical dos Docentes da UEPG (Sinduepg) foi representada pela professora Rosangela Maria Silva Petuba (presidente); enquanto o Sindicato dos Técnicos e Docentes (Sintespo) teve como representante o professor Edson Armando Silva, diretor da Carreira Docente. Ambos manifestaram preocupação com momento desse debate em torno da autonomia, citando exemplos de modelos que não deram certo e hoje penalizam as instituições e os servidores.

O Sinduepg apresentou um texto no qual expressa a posição da entidade com relação à autonomia universitária.  Diz o manifesto em seu parágrafo inicial: “A autonomia universitária, para o Movimento Docente, é indissociável da democracia interna das IES e tem sido, ao longo da história do ANDES-SN, uma de suas principais bandeiras de luta.  As definições do financiamento, da carreira docente, da política de pessoal, do regime jurídico, do processo de escolha de dirigentes, da avaliação, entre outros aspectos, dependem da conceituação de autonomia universitária adotada”. (Veja a íntegra AQUI).

Em relação ao Seminário sobre Autonomia Universitária, ficou definido que o evento terá a participação de representantes das comissões que elaboraram as propostas de autonomia das universidades estaduais de Londrina (UEL) e de Maringá (UEM) e mais o reitor (ou representante) da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), para expor as experiências de autonomia das instituições federais. Por sugestão dos sindicatos, também serão convidados representantes de instituições que adotaram modelos de autonomia, de São Paulo e Santa Catarina, para posicionar a comissão da UEPG sobre problemas que enfrentam.

De acordo com o reitor Luciano Vargas, nos próximos dias todos os setores e órgãos colegiados da instituição vão receber ofício sobre a decisão do COU, pedindo para que estabeleçam debates internos sobre a autonomia universitária, levando propostas para a discussão no seminário. Lembrou que essa questão foi alvo de debates em recente congresso técnico realizado pela APIESP, em Guarapuava, com a apresentação dos modelos adotados pelas universidades estaduais paulistas (USP, Unicamp e Unesp) e pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDES). (Veja os links dessas apresentações AQUI).

 

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