Quinta-feira, 23 de novembro de 2017

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14/11/2017 - 08h25 / Atualizada 14/11/2017 - 08h28



Nota da Coordenação do 45º FENATA


por Assessoria de Imprensa

Na condição de Coordenador Geral da 45ª Edição do Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa – FENATA, venho através desta nota, dar resposta às acusações infundadas e difamatórias proferidas no palco do Cine-Teatro Ópera na noite de 10 de novembro de 2017, mostra competitiva – Teatro Adulto, quanto aos preparativos para apresentação do Espetáculo Macumba: Uma gira sobre poder da Companhia Transitória, de Curitiba – PR.

Toda a organização do Festival segue criteriosamente as regras estabelecidas nas Instruções Normativas que regem a Lei Rouanet, bem como artigos e critérios estabelecidos no edital/regulamento que dá as diretivas de todo o processo de inscrição, seleção e execução do festival, trabalho realizado com seriedade e principalmente responsabilidade, uma vez que os recursos são públicos e oriundos de renúncia fiscal.

Em 2017, o edital público com o regulamento do 45º Fenata foi publicado em 1º de agosto de 2017, contendo 30 Artigos que estabelecem as normas e datas a serem cumpridas pelos grupos interessados.

Levando em consideração o Artigo 2º §2º do Regulamento, quanto aos “Grupos Convidados” (Abertura, Encerramento e Divulgação), ao contrário do exposto a público, em momento algum a Coordenação do Festival convidou o espetáculo supra citado para participar do Fenata, afinal, é um edital público, e este, assim como os demais 221 espetáculos inscritos, entre eles muitos que tratam de questões de raça, cor, gênero, preconceito ou demais temáticas polemizadas pelas mídias, por livre escolha, submeteu sua inscrição para a categoria Teatro Adulto.

Recebemos a inscrição do Grupo no dia 9 de agosto de 2017 às 18h 46min, e o mesmo passou pelo processo de curadoria entre os dias 24 e 28 de setembro de 2017, sendo selecionado conforme edital publicado em 29 de setembro de 2017. A participação do Grupo foi confirmada conforme exigência do regulamento, em 3 de outubro de 2017 às 12h42min, onde foram enviados todos os documentos da segunda etapa de seleção, tornando o grupo apto a se apresentar.

Considerando o Artigo 22 do regulamento - mostra competitiva - onde são premiados, entre outras categorias, os prêmios de “Melhor Iluminação” e “Melhor Sonoplastia”, a Coordenação do Festival contrata para todo o festival uma equipe de técnicos que faz o levantamento e locação de todos os equipamentos necessários, adequando-os conforme o teatro e Mapa de Luz/Som enviado pelo grupo concorrente, ajudando na montagem e afinação da Luz e Som, não sendo esta responsável pela operação durante o espetáculo.

Enquanto Coordenador, presenciei toda a movimentação da Equipe Técnica na tentativa de solucionar um primeiro momento de pane elétrica ocorrida antes do meio-dia, resolvida com a busca de equipamentos no Teatro PAX, Reitoria e Auditório B, e, em torno das 17h, após tempestade climática que atingiu a cidade, houve novamente a queima de equipamentos de luz causadas por um raio, levando o processo de montagem à estaca zero.

Às 17h17min publicamos no portal da UEPG, redes sociais e página do Festival, notícia informando o público do possível atraso para o início do espetáculo. Conversamos também com os jurados, que foram informados dos incidentes e do estado de apreensão e tensão dos artistas do grupo, com o objetivo de não prejudicar a análise da apresentação. Em respeito ao público e para entretê-lo, convidamos o Espetáculo Rádio Comida, para compensar o tempo de atraso, o qual se apresentou no Hall de entrada do Teatro Ópera entre 20h e 20h30min.

Durante todo o período, desde a primeira pane elétrica até o início da apresentação, a equipe de Técnicos não mediu esforços para tentar solucionar problema. Todos os técnicos estavam presentes no Cine-Teatro Ópera, uma vez que estávamos apenas no terceiro dia da mostra competitiva, e teríamos mais cinco espetáculos a apresentar no mesmo espaço, os quais utilizariam os mesmos equipamentos de som e luz. Onde residiria, então, o absurdo interesse da organização, em prejudicar um grupo em específico, ao qual se está pagando um cachê de ajuda de custo com recursos federais, assim como se está pagando aos demais grupos selecionados?

Se apresenta inoportuna e difamatória a fala pública do representante do Grupo ao final do espetáculo, acusando a Organização do Festival que, segundo suas palavras: “desde o princípio não querem que nós participemos do festival”!

O FENATA acontece há 45 anos e pelos palcos do festival já tivemos milhares de artistas. Não temos o controle sobre o universo e as forças que regem os templos da Cultura e os Teatros, e as falhas técnicas aconteceram e acontecerão enquanto seres humanos estiverem no comando. Ao fim, o espetáculo aconteceu e não deixou nada a desejar, segundo o júri. As interferências no som dos microfones auriculares foram causadas pelos telefones celulares da plateia que não se utilizou do “modo avião”, e a luz do Teatro Ópera recebeu como pôde um espetáculo que definitivamente não foi desenhado para um palco italiano.

Ao Coordenador Técnico do festival e sua equipe, registra mais uma vez o meu respeito pelo esforço, nervosismo e tentativa de resolver os problemas da melhor maneira possível, assim como à Coordenadora da categoria Teatro Adulto, Silionara Madureira, negra, educada e empoderada, minha admiração pela adorável acolhida à sua “irmandade”, que cega pelo nervosismo e revolta, não enxergou e respeitou o carinho que ela teve para recepciona-los.

Adicionalmente, me despeço ressaltando a natureza singular da 45ª Edição do FENATA, pela abertura, em tempos de censura e de repressão, de espaços para espetáculos e debates sobre temas emergentes e atuais que envolvem questões étnicas, identidades de gênero e diversidade cultural; natureza essa expressa ainda na composição da Comissão de Curadores e de Jurados, para não citar o material gráfico e de difusão do Festival.

Muito respeitosamente,

Ponta Grossa, 10 de novembro de 2017

Wilton Paz

Coordenador Geral – 45º FENATA

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