Quinta-feira, 23 de novembro de 2017

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14/11/2017 - 11h05 / Atualizada 14/11/2017 - 11h18



Atendimento humanizado reduz índices de cesáreas no HU


por Assessoria de Imprensa

 

O momento do parto pode ser motivo de insegurança para algumas mulheres. Desde a criação da maternidade do Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HU), o trabalho dos enfermeiros e médicos tem sido o de transmitir orientações às gestantes e estimular o parto humanizado. O resultado é a redução significativa do número de cesáreas, que girava em torno de 30 a 40%, e caiu para 22% em outubro. Os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde sobre partos no Sistema Único de Saúde (SUS) indicam percentual de 40,2% de cesarianas em 2015.

O pré-parto no HU busca o máximo conforto da gestante, trazendo relaxamento e auxiliando na dilatação da maneira mais natural possível. A sala em que as futuras mães se preparam para o nascimento tem equipamentos, como um bola, um cavalinho e um banquinho, que auxiliam nesse processo. Se desejarem, as gestantes podem tomar banho e caminhar. “Não temos pressa para o nascimento do bebê, ele precisa acontecer no momento certo”, afirma a enfermeira obstetra Regiane Hoeldtke, coordenadora da Maternidade e Clínica Obstétrica.

O hospital também incentiva a presença de doulas, inclusive fornecendo um curso gratuito para mulheres que desejam exercer a função. A palavra doula vem do grego "mulher que serve", o curso forma mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto. A doula se encarrega de suprir a demanda da gestante por emoção e afeto. A cesárea é indicada apenas em casos emergenciais ou de intercorrências.

A gestação de alto risco costuma ser um impedimento para algumas mulheres que desejam o parto normal, mas nem sempre deve ser assim. Segundo Maria Helena Ricken, enfermeira obstetra da Rede Mãe Paranaense no HU, muitas mulheres chegam com a cultura de que esses casos precisam de cesariana. “Depois de receberem as orientações, elas ficam bem mais tranquilas”, afirma.

Além de avaliar as gestantes, Maria Helena entrega a elas cartilhas que indicam os cuidados gestacionais e com o bebê. Ela ressalta que o hospital tem a infraestrutura necessária para atender a gestações de alto risco, além de disponibilizar consultas médicas e de enfermagem. “Um pré-natal de qualidade pode garantir um parto normal e seguro, independente do risco”, conclui Maria Helena.

O diretor do HU, Everson Augusto Krum, reforça que a redução do número de cesáreas faz parte de uma política da humanização do hospital. “Quando abrimos a Maternidade, suprindo uma situação emergencial do município, ainda não havia um conhecimento pleno entre as equipes, situação que foi rapidamente superada, com a realização de cursos, treinamentos e troca de experiências”, disse. “Os índices de cesáreas foram caindo gradativamente e servirão de objeto de estudos para acadêmicos e residentes do HU”.

Nesse processo, Krum destaca a importante parceria com a Justiça Federal e o Ministério Público Federal, que através do juiz Antônio Cesar Bochenek e do procurador da República, Osvaldo Sowek Júnior, destinaram recursos ao HU e possibilitaram a aquisição dos aparelhos que estimulam a realização do parto normal. “É uma situação que demonstra a participação fundamental de outros órgãos do poder público, na melhoria da qualidade do atendimento à população”, comenta, observando que hoje o hospital, e especialmente a Maternidade, recebe contribuições de várias entidades e organizações, melhorando as condições das mães e dos recém-nascidos.

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