Segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

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05/12/2017 - 10h55



TCC de Enfermagem é aceito para publicação em revista


por Neomil Macedo

O trabalho de conclusão de curso (TCC) da acadêmica Alessandra Hilgemberg, do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), foi aceito para publicação na Revista de Atenção à Saúde, da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). A pesquisa “Evidências preliminares da atenção à saúde das pessoas portadoras de deficiência (PPD) nas unidades básicas de saúde em uma cidade do estado do Paraná-Brasil” foi orientada pelo professor José Rosa Gomes (Departamento de Biologia Estrutural, Molecular e Genética) e co-orientado pela professora Juliana Regina Dias Lemos (Departamento de Enfermagem e Saúde Pública).

De acordo com a pesquisa realizada pela acadêmica Alessandra Hilgemberg, no Brasil, a implementação de políticas de saúde pública de atenção às pessoas com deficiência física ainda é um objetivo a ser alcançado, apesar da existência de uma legislação pertinente que garante uma atenção integral a essa parcela da população. Segundo ela, cabe a todas as esferas de governo assegurar e avaliar a implementação dessas ações, por meio do financiamento e da formação de profissionais de saúde, sejam eles médicos, técnicos e profissionais de Enfermagem.

Observa ainda a necessidade do desenvolvimento de pesquisas acadêmicas que contribuam para a avaliação sistemática da implementação de políticas públicas direcionadas a esse público. Dessa forma, o trabalho de Alessandra Hilgemberg foi realizado no sentido de apresentar evidências preliminares da atenção à saúde da pessoa portadora de deficiência nas 46 Unidades Básicas de Saúde da zona urbana de Ponta Grossa, em 2016. O método utilizado foi exploratório, através da aplicação de um questionário direcionado ao responsável pela UBS abordando os seguintes aspectos: a formação dos profissionais de saúde para atenção a PPD; a Infraestrutura (arquitetônica e de condições de trabalho) e, o perfil da PPD atendida nas UBS.

Conforme a acadêmica, apenas 36 questionários foram respondidos. Os resultados apontam para os seguintes aspectos: há pouca intimidade dos profissionais nas UBS, com a população de PPD atendida, indicando falta de formação na graduação, falta na formação da equipe de apoio, bem como falta de programas de saúde direcionados; as UBS não possuem condições de infraestrutura, sejam arquitetônicas ou de material de apoio, voltadas para a atenção das PPD; nenhuma UBS possui programas de saúde voltados para as PPD. Conclui ela que existem fragilidades em relação a todos os pontos avaliados, no que se refere à atenção à saúde da pessoa portadora de deficiência nas UBS frente às determinações colocadas na legislação brasileira.

Destacando a importância do trabalho desenvolvido pela aluna Alessandra Hilgemberg, em meio às atividades relativas ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, em 3 de dezembro, o professor José Rosa Gomes ressalta o papel da academia, de contribuir para a avaliação do Sistema Único de Saúde frente à legislação existente, para que as letras nela colocadas não sejam inócuas. “É necessário que ações efetivas de formação específica nos cursos da área da saúde e de programas de atenção à saúde sejam implementadas para as frações da população que se encontram nos extremos da curva normal, como a população de portadores de deficiências, idosos, indígenas, LGBTQI e outras, que já se encontram nessa posição, por conta do preconceito que sofrem”. Ele revela que outras pesquisas nesse tema estão em proposição, a exemplo da avaliação da atenção a saúde das PPD com abordagem em especialidades, como a saúde bucal, psiquiátrica e outras dentro SUS.

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