Terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

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07/02/2018 - 17h17 / Atualizada 07/02/2018 - 17h25



Relatos movimentam programação do Programa DES


O Programa DES “Docência no Ensino Superior” abriu espaço para relatos de experiências para contribuir na formação pedagógica e ação docente


por Marilia Woiciechowski

Os relatos de ações pedagógicas que possam contribuir com a qualidade do ensino e com potencial para serem socializadas marcaram a programação do Programa DES “Docência no Ensino Superior” que inicia um novo ano letivo e dá as boas vindas aos professores da UEPG. Com a apresentação “Relato de uma experiência pós-doutoral na University of Sydney – Austrália”, a professora Déborah Scheidt, do Departamento de Estudos da Linguagem (DEEL) da UEPG, iniciou o espaço de relados, na sala 217, no Bloco “A” do Campus Central.

Ao abrir o evento a professora Graciete Tozetto Góes, coordenadora do DES, destacou que a atuação do docente na universidade reveste-se de complexidade dada à exigência de atuação nas atividades de ensino, pesquisa e extensão. “As exigências cotidianas muitas vezes deixam pouco espaço para a formação pedagógica, a reflexão sobre o ensino ministrado e como tornar mais efetiva nossa ação docente. No entanto, como frisa Graciete, toda área de atuação envolve um saber (conhecimentos), um saber-fazer (habilidades) e o saber-ser (atitudes e valores), e complementa: “Na profissão docente não é diferente”.

Para Graciete, aqui crescem os compromissos do professor com as atividades pedagógicas porque existe um conjunto de conhecimentos com os quais o professor trabalha. “Ninguém consegue ensinar o que não sabe; e também existem os conhecimentos pedagógicos que são necessários para a docência. Há um conjunto de habilidades a serem desenvolvidas e utilizadas para favorecer a aprendizagem do aluno. É preciso saber como ensinar, definir e usar estratégias que favoreçam a aquisição do conhecimento pelo aluno”.

Reflexões sobre a Docência

A professora ressalta que existe um conjunto de concepções, valores, atitudes diante da ação docente e seu suporte. Acrescenta: “Qual é a concepção de ensino e de aprendizagem? Qual é o papel do professor? Qual é a concepção de avaliação?”. Neste aspecto, registra que o propósito do Programa DES é justamente oportunizar espaços para a reflexão sobre temas que são fundamentais para a ação docente na universidade. Na direção do DES, desde novembro de 2017, com presença nas ações do programa até o final de 2019, Graciete diz que, no início de seu trabalho, propôs trazer relatos de experiências pedagógicas para socializá-las em suas experiências exitosas com os professores da instituição.

Os relatos são importantes e interessantes para a formação docente que tem no ensino caminhos que passam por avaliação, metodologias ativas, usos de tecnologias, entre outras exigências., segundo a coordenadora. Por isso, ela sinaliza que, no decorrer do ano letivo, o DES vai promover oficinas, cursos e outras atividades voltadas à docência do ensino superior. Graciete entende esta como uma atitude fundamental para o envolvimento com as questões didático-pedagógicas diante dos desafios para atrair jovens, melhorar as aulas, e lidar com as dificuldades em direção à qualidade do ensino que cita como pontuais e que devem estar sempre presentes nas reflexões dos profissionais da docência.

“Nós precisamos ver se a nossa ação docente é condizente com o tempo em que vivemos, diz a professora, acrescentando: “A nossa intenção é atender às necessidades de alguns professores – e com espaços abertos torna-se possível compartilhar experiências na área”. A professora Graciete convida os professores para os espaços de relatos de práticas pedagógicas que posiciona como motivações – uma luz para outras pessoas. “O conjunto de informações e de práticas compartilhadas contribui para fortalecer as ações pedagógicas do DES voltadas à docência”. Graciete destaca que todas as grandes universidades do mundo têm em suas atividades programas voltados à docência.

Literatura Australiana

A professora Déborah Scheidt esteve como pesquisadora visitante da Universidade de Sydney - USyd (Austrália), de julho a dezembro de 2017, quando realizou pós-doutorado focalizando a literatura australiana moderna. Com 20 anos de estudos sobre a literatura australiana, a professora também tratou do tema no mestrado e doutorado. Nas pesquisas em literatura comparada, Déborah diz que a presença na Universidade de Sydney foi importante porque encontrar material disponível sobre literatura australiana é difícil. Como conseqüência diz que estar na Austrália foi significativo para ampliar o entendimento e registros sobre o tema. “Sempre tive uma atuação muito solitária no Brasil porque não tinha ninguém com quem tratar e debater sobre a literatura australiana – e para encontrar orientadores para trabalhar com seus projetos.

Considerando seu tempo na Austrália, Déborah afirma que a experiência internacional para a compreensão e aprofundamento do tema surge como incomparável. “O trabalho com temas que envolvem literatura estrangeira in loco é diferente”. Durante seu tempo na USyd, pode realizar pesquisas em um local privilegiado disponibilizado para seus registros e estudos por um professor da área – a Biblioteca Técnica de Literatura Australiana – com acesso à sala com para fotocópias. “A sensibilidade do professor em me deixar naquele espaço eu nunca vou me esquecer. O ambiente foi inspirador e contribuiu com a pesquisa com ideias e livros. Eu fui para USyd com o compromisso de escrever um artigo sobre o tema da minha pesquisa – e ultrapassei a meta inicial e produzi três artigos.

Ao longo de seu relado, a professora tratou da infraestrutura, dos espaços e da história da USyd, fundada em 1852, classificada entre as 100 melhores universidades do mundo – e a maior em número de cursos da Austrália; do reconhecimento ao povo nativo – os aborígenes, entre outras características do país. Ressaltou a força da internacionalização, ressaltando que a Austrália tem 550 mil estudantes estrangeiros em diferentes cursos – o que gera 22 milhões de dólares para a economia da Austrália. A educação é vista como produto de exportação e é a terceira maior fonte de renda do país, segundo a professora. Com relação ao tema em que aprofundou pesquisas, a professora a Déborah citou a interdisciplinaridade entre a literatura e outras artes como fotografia, música e propaganda.

Sistema Eletrônico de Informação

Na sequencia da programação de manhã, o professor Dierone César Foltran Junior, diretor do Núcleo de Tecnologia de Informação (NTI) da UEPG, apresentou à direção do DES e docentes o Sistema Eletrônico de Informação (SEI) que se encontra em fase de implantação na instituição. Cedido gratuitamente pelo TRF-4 (Tribunal Federal da 4ª Região) com sede em Porto Alegre (RS), o sistema eletrônico visa a eficiência administrativa e o conhecimento institucional, eliminando-se a tramitação dos processos e documentos em meio físico – papel. O que significa melhoria no desempenho dos processos do setor público, com ganho de agilidade, produtividade, transparência e redução de custos.

O professor Dierone conta que a UEPG, há mais de dois anos trabalhava com a ideia do protocolo eletrônico para eliminar o papel na instituição – e, hoje, segue o cronograma para a implantação do SEI, em ação conjunta entre o NTI e a Proplan (Pró-Reitoria de Planejamento) da instituição. “O sistema permite o encaminhamento de informações da instituição com simultaneidade de ações entre seus órgãos, diz o professor, destando que o sistema vai impactar as rotinas administrativas da UEPG”. Como vantagens da SEI, cita a portabilidade – 100% Web podendo ser acessado por meio dos principais navegadores do mercado: Internet Explorer, Fire Fox e Google Chrome.

Também pode ser acessado, remotamente, por diversos equipamentos, a exemplo de microcomputadores, notebooks, tablets e smartphones de vários sistemas operacionais -Windows, Linux, IOS da Apple e Adroid do Google. O que permite que os usuários trabalhem a distância. A assinatura do acordo de cooperação técnica com o TRF4 ocorreu em 22 de julho de 2017, com a concessão de acesso a fontes sistema para implantação sem setembro do mesmo ano. O início oficial do SEI na UEPG está previsto para julho de 2018. Planeja-se para tanto capacitação permanente, por meio de EAD e turmas presenciais mensais, duas áreas de suporte ao usuário: Protocolo e Suporte NTI; e criação de pontos de apoio para digitalização e início de novos processos.

Experiência Conjunta na Didática

A programação da manhã encerrou com o tema “Docentes universitários e graduandos: uma experiência de formação conjunta na didática”, com a presença da professora Denise Zanon do Departamento de Pedagogia (DEPED). Durante sua explanação, Denise tratou da relação pedagógica; vivências e registros de experiências por professores de ensino superior junto aos licenciados; e acerca da formação para a docência. Desenvolveu o tema registrando os desafios e as possibilidades para a formação docente a partir desses encaminhamentos. Ainda tratou da necessidade de se potencializar inteligências para a ação - acentuando importância nesse processo do registro das experiências vivenciadas pelos professores.

Neste cenário de desafios e potencialidades, Denise frisou que pensar no ensino constantemente significa pensar em que aspectos acentuar as questões da formação docente como relevantes no processo ensino e aprendizado na perspectiva dos alunos. Para seguir nessa direção, a professora considera a importância no olhar nas práticas, dizendo: “A maneira como o professor ensina e torna compreensível aquilo que quer transmitir aos alunos na relação ensino e aprendizagem tem valor significativo para o exercício da docência.

Para o encerramento do espaço DES, às 14h, o programa apresentou “Relato: desafios digitais na sala de aula para desenvolver estilos e identidades criativas”. O tema teve registros do professor Reinaldo Mayer, do Departamento de Informática (Deinfo).

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