Sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

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17/12/2013 - 15h56 / Atualizada 17/12/2013 - 17h27



Projetos apoiam carreira feminina nas Engenharias e Computação


por Carlos Alberto Mayer

A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) teve dois projetos aprovados junto ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) e a Petrobras. A Chamada Nº 18/2013 MCTI/CNPq/SPM-PR/Petrobras - Meninas e Jovens Fazendo Ciências Exatas, Engenharias e Computação via o apoio financeiro a projetos que visem estimular a formação de mulheres para as carreiras de ciências exatas, engenharias e computação no Brasil, combatendo a evasão que ocorre principalmente nos primeiros anos destes cursos.

O primeiro projeto, no valor de R$ 39.128,00, é desenvolvido e coordenado pela professora Maria Salete Marcon Gomes Vaz (doutora em Ciência da Computação), chefe adjunta do setor de Ciências Agrárias e de Tecnologia, com o título “Talento Digital Rosa”, destinado as atividade na área de Engenharia de Computação e Informática. O segundo projeto, com o título "Mulheres e Meninas na Engenharia de Materiais", foi elaborado pela Professora Adriana Scoton Antonio Chinelatto (doutora em Engenharia e Ciência dos Materiais), do Departamento de Engenharia de Materiais, teve a liberação de R$ 32.128,00.

Em Ponta Grossa apenas os colégios estaduais 'Dorah Gomes Daitschman' e 'Júlio Teodorico' são participantes do Programa Ensino Médio Inovador – ProEMI e, portanto, são para onde os recursos deverão ser direcionados. O objetivo desses projetos é propiciar condições para ampliar o número de estudantes do sexo feminino nas carreiras de ciências exatas, engenharias e computação, no sentido de contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico e inovação do País. Para Maria Salete, a criação desse projeto direcionado exclusivamente para mulheres é de fundamental importância, considerando que a participação masculina nos cursos voltados à Tecnologia de Informação é consideravelmente maior que a participação feminina.

Embora as meninas tenham a mesma capacidade e talento para seguirem esses cursos, na UEPG, nos últimos cinco anos, a procura por parte dos homens para prestar vestibular nos cursos de Engenharia foi significativamente maior. Maria Salete explica que, através desses projetos, busca-se um equilíbrio. Ao constatar a ausência de mais mulheres nessas áreas da tecnologia, a chefe-adjunta do Setor de Ciências Exatas e de Tecnologia, argumenta que pesquisas indicam que a ausência das meninas nessa área pode estar na própria educação e nas expectativas da sociedade com relação ao papel da mulher. Para a professora, o incentivo deve vir da família e da escola para que se sintam tão capazes quanto os meninos para seguirem essas áreas.

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