Sexta-feira, 22 de junho de 2018

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12/03/2018 - 16h14 / Atualizada 12/03/2018 - 16h37



Parceria entre HU e Rotary vai beneficiar mil mulheres na região


por Assessoria de Imprensa

O resgate da autoestima e da dignidade de mil mulheres dos municípios de abrangência da 3ª Regional de Saúde de Ponta Grossa traduz os objetivos do projeto Saúde da Mulher, lançado no último sábado (10), pelo Rotary Clube Ponta Grossa – Lagoa Dourada, em parceria com o Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HU-UEPG) e o Ministério Público Federal. Por meio da realização de mutirões, via SUS, o projeto vai possibilitar o atendimento à demanda regional por cirurgias com telas sling, recomendada a mulheres privadas do convívio profissional e social pela incontinência urinária.

O diretor do HU, Everson Augusto Krum, ressalta a importância da realização de um mutirão desta natureza para as mulheres que sofrem de incontinência urinária, por uma série de fatores de risco, como o número de gestações, menopausa e obesidade, entre outros. “Mulheres com este diagnóstico têm problemas de autoestima e isolamento social”, diz. A cirurgia consiste no implante de uma tela sling, com objetivo aumentar a resistência uretral e reduzir a perda de urina da paciente, com melhoria da qualidade de vida e reinserção social da mulher. As primeiras oito cirurgias foram realizadas também neste sábado, no HU.

Conforme o coordenador do projeto, o rotariano José Eli Salamacha, o projeto Saúde da Mulher se coloca entre as três maiores iniciativas do gênero já realizadas pelo Rotary Club na América Latina. Ele estima o volume de recursos envolvidos em R$ 8 milhões, considerando que na rede particular uma cirurgia desse tipo custa em torno de R$ 8 mil. Pelo projeto Saúde da Mulher, o Rotary Club Lagoa Dourada vai doar as telas sling e o HU-HUEPG será responsável pela cirurgia, incluindo os procedimentos pré e pós-operatórios. A iniciativa marca também as ações do Rotary alusivas ao Dia Internacional da Mulher (8 de março).

Salamacha comenta que a ideia do projeto ganhou corpo a partir da doação de cerca de R$ 120 mil (U$ 35 mil) ao Rotary Lagoa Dourada pelo Ministério Público Federal, recurso esse resultante de honorários de ações transitadas na Justiça Federal de Ponta Grosa. Em visita ao HU-UEPG, soube-se da demanda reprimida pelas cirurgias com tela sling, procedimento fora do alcance de pacientes do SUS, pelo seu alto custo. Decidiu-se então pela captação dos recursos necessários para zerar esta fila, que chega à casa das mil mulheres.

Na captação do recurso, segundo Salamacha, o Rotary Lagoa Dourada conseguiu quintuplicar o valor inicial de 35 mil dólares, por meio da parceria internacional com o Rotary Cataratas Puerto Iguazu, da Argentina (US 35 mil); Rotary Distrito 4730, que abrange o sudeste paranaense (US 35 mil); e o Rotary Internacional (U$ 70 mil). “Com os U$ 175 mil captados (R$ 600 mil), vamos adquirir as telas necessárias para a realização de mil cirurgias, graças também à parceria com o HU-UEPG e a 3ª Regional de Saúde, que fará a triagem das pacientes”.

Para o presidente do Rotary Lagoa Dourada, Jeferson de Souza, com esse projeto o movimento rotariano se encontra na sua orientação de prestação de serviços de caráter humanitário. “O Rotary só encontra sentido no outro”, diz, observando que na sua atuação os rotarianos sempre se integram a companheiros que os colocam na posição de fazer algo por alguém. “Essa parceria com o HU-UEPG e outras instituições é uma conquista de grande valor, que traz dignidade a mulheres, psicologicamente e fisicamente, impedidas de desenvolver suas atividades profissionais e sociais”.

A governadora do Rotary Distrito 730, Sueli de Fátima Karas Inckot, destaca que uma ação desse porte só se faz com parcerias. “É um grande projeto que vai mudar a vida de muitas mulheres aqui em Ponta Grossa”, disse, enfatizando que serão mil mulheres mais felizes, colocadas no ambiente social de forma digna e coerente com filosofia rotariana. “O nosso lema está muito mais forte”. O presidente do Rotary Catarata Puerto Iguazu, Jose Belloni, afirma que projeto é a comprovação de que se pode sonhar grande. “Essa é uma das razões que me motivaram a ingressar na família rotariana”.

O secretário da Saúde, Michele Caputo Neto, ressalta a importância das parcerias, estabelecendo um círculo virtuoso, no qual os recursos recolhidos por meio de impostos retornam à sociedade em forma de serviços. “Isso mostra uma sociedade participativa, empenhada em fazer a coisa certa, em buscar a justiça social”, disse. O secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, fala do alcance social, observando a necessidade de se priorizar iniciativas voltadas para o bem-estar do cidadão, neste caso mulheres que por falta de condições econômicas estavam fora do convívio social. Para a vice-prefeita, Elizabeth Schmidt, é o projeto do Rotary o exemplo da unisão de esforços e da presença da sociedaede civil organizada, trabalhando em prol da comunidade. 

Ainda participaram do lançamento do projeto o reitor Carlos Luciano Sant’Ana Vargas; o procurador da República Osvaldo Sowek Júnior; o juiz federal, Antônio Cesar Bochenek; o presidente da Câmara Municipal de Ponta Grossa, Sebastião Mainardes, a secretária municipal da Saúde, Angela Pompeu; a chefe da 3ª Regional da Saúde, Sheila Mainardes; o vereador Walter de Souza; e representantes da Rede Feminina de Combate ao Câncer, entre outras autoridades e rotarianos. Durante a cerimônia, o Rotary Clube Lagoa Dourada prestou homenagens a representantes das instituições parceiras do projeto Saúde da Mulher.

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