UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA

Terça-feira, 11 de dezembro de 2018

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09/08/2018 - 18h03



Atendimento a vítimas violência no HU terá protocolo


por Assessoria de Imprensa

 O projeto de extensão “Assessoria para implantação do Protocolo de Atendimento às Vítimas de Violência Intrafamiliar no Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais”, vinculado ao Programa Universidade Sem Fronteiras (USF) da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), lança oficialmente, nessa sexta-feira (10), o ‘Protocolo Interno de Atendimento às Vítimas de Violência no HU-UEPG’. O evento tem início às 9h, no auditório do HU.

 O Protocolo de Atendimento às Vítimas de Violência foi construído coletivamente por diferentes profissionais atuantes no HU-UEPG (assistente sociais, psicólogos, enfermeiros, farmacêuticos, odontólogos) e pelo grupo de trabalho do Projeto de Extensão do Departamento de Serviço Social da UEPG. Conforme a coordenadora do projeto, professora Cleide Lavoratti, a iniciativa busca qualificar o atendimento às pessoas em situação de violências, atendidas pelo HU contribuindo com a linha de cuidados de saúde às populações mais vulneráveis a violência: mulheres, idosos, crianças e adolescentes, pessoas com deficiência.

A violência é um fenômeno complexo presente na história da humanidade há muito tempo. A partir da década de 80 a violência é pautada de forma mais direta na agenda da política pública de saúde. No entanto, é apenas depois da década de 90 que oficialmente a Organização Pan-americana de Saúde (Opas) e Organização Mundial de Saúde (OMS) definem a violência como um sério problema de saúde pública.

Desde então, no Brasil, o Ministério da Saúde (MS), através do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde (CLAVES) e da Fundação Osvaldo Cruz/FIOCRUZ, tem desenvolvido diversas pesquisas sobre os danos causados pela violência na saúde dos brasileiros. Esses estudos têm sido a base para a criação de portarias e normativas que regulamentam e orientam o atendimento às vítimas de violência no âmbito do SUS, em especial da violência sexual cometida contra mulheres, crianças e adolescentes. 

A professora Cleide Lavoratti comenta que toda essa legislação foi estudada pela equipe do projeto de extensão e forneceu subsídios para a construção do protocolo interno de atendimento às vítimas de violência no HU. ”Protocolo que segue as diretrizes gerais dos protocolos do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná”, reforça.

No Protocolo são definidos os aspectos conceituais e a tipificação das violências e a natureza das violências interpessoais contra crianças/adolescentes, mulheres e pessoas idosas. Também são apresentados os indicadores de violência física, sexual, psicológica e negligência contra os segmentos vulneráveis, possibilitando a identificação de “sinais de violência” nas vítimas.

Além disso, o Protocolo avança no estabelecimento de fluxos de atendimento às vítimas de violência física e negligência e define um fluxo específico para o atendimento às vítimas de violência sexual, , enfocando desde o processo de acolhimento das vítimas, a questão do sigilo e do respeito à privacidade das vítimas, o atendimento clínico adequado com a identificação e registro das lesões encontrada, a solicitação de exames para que se possa avaliar possíveis doenças sexualmente transmissíveis causadas pela violência sexual, bem como a indicação de medicamentos antirretrovirais para profilaxias das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e anticoncepção de emergência.

Implanta também uma Ficha de Notificação de Suspeita ou Confirmação de Violência Doméstica, Sexual e/ou outras Violências e a continuidade do Cuidado através do encaminhamento das vítimas à rede intrassetorial de saúde, de acordo com a necessidade apresentada ou a rede intersetorial formada pelas demais políticas públicas (assistência social, segurança pública, etc.).  Por fim, define as atribuições dos profissionais e dos Setores do Hospital Regional no atendimento às vítimas de violência.

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