UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA

Terça-feira, 11 de dezembro de 2018

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06/12/2018 - 10h26 / Atualizada 06/12/2018 - 13h54



Biologia Evolutiva descobre nova espécie de lambari


por Tais Borges de Macedo

                          Foto: Pitágoras Abreu

 

Pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Biologia Evolutiva (PPG-BioEvol) participaram do programa Meu Paraná no último sábado (01). Eles divulgaram a pesquisa sobre a espécie de lambari encontrada apenas na Furna 2 do Parque Estadual de Vila Velha. O peixe ainda não tem nome científico.

O professor Roberto Artoni, coordenador do PPG-BioEvol, afirma que a primeira expedição foi feita no início dos anos 2000, quando descobriram a presença dos peixes na Furna. A equipe da UEPG investiga as características genéticas do animal, para entender como chegaram e como se adaptaram a um ambiente improvável, frio e profundo. Artoni quer observar os efeitos da reprodução endogâmica nestes peixes, pois a sobrevivência indicaria que o parentesco não acarreta problemas genéticos nesta população. “Qual estratégia estaria sendo usada neste caso para driblar a seleção natural?”, questiona.

Os biólogos foram ao local apenas três vezes em quase 20 anos de pesquisa. A Furna é de difícil acesso, e uma parceria com o 2º Grupamento de Bombeiros é o que torna isso possível. Na última visita, além de coletar os peixes na superfície, pesquisadores puderam mergulhar e observar lambaris em até 15 metros de profundidade. A maioria dos cardumes estava a 10 metros, por toda a extensão do lago.

Artoni destaca a necessidade de um estudo com pouca interferência no ambiente. “Precisamos respeitar o fato de que é uma área de preservação, precisamos analisar o máximo possível sem alterar significativamente a população de peixes”. A pesquisa genética continua nos laboratórios da UEPG, enquanto biólogos da UTFPR de Ponta Grossa devem estudar o comportamento dos lambaris.

 

Conservação da Fauna Aquática

O professor Roberto Artoni é integrante do grupo de assessoramento técnico do Plano de Ação Nacional (PAN) para a conservação da fauna aquática e semiaquática do Baixo Iguaçu, elaborado em 2017. O Plano visa a conservação de quinze espécies ameaçadas de extinção na área da bacia, localizada entre a cidade de União da Vitória e a foz do rio Iguaçu.

Estabelecido em 2017 pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o PAN Baixo Iguaçu deve começar a fase de implementação das ações propostas. O principal objetivo é melhorar o estado de conservação das espécies através da proteção e restauração de seus habitats, bem como da redução das fontes geradoras de impactos negativos sobre estas espécies e seus respectivos ambientes.

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