Segunda-feira, 22 de abril de 2019

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01/02/2019 - 15h43 / Atualizada 01/02/2019 - 18h44



HU alerta para a importância da vacinação contra a febre amarela


por Assessoria de Imprensa

            Com a recente confirmação de um caso de febre amarela no estado do Paraná, o Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HU-UEPG) reforça a necessidade de ações preventivas contra a doença e orienta a população para que busque uma unidade de saúde para tomar a vacina. "Nossa principal orientação é: quem ainda não é vacinado contra a febre amarela, tome a vacina. Não há outra forma de imunizar contra a doença", alerta o vice-reitor da UEPG, Everson Krum, que foi diretor do HU por 7 anos. Para quem já tomou a vacina, não é necessário repetir, já que esta é administrada em dose única.

            Qualquer pessoa que viaje para áreas afetadas, como o litoral paranaense, destino comum de férias nesta época de verão, ou tenha contato com áreas de mata ou rios onde pode haver o contágio por meio do mosquito, tem risco de contrair a febre amarela, como conta a chefe do Núcleo de Epidemiologia e Controle de Infecção Hospitalar do HU, Joseane Quirrenbach. "A imunização é a única forma efetiva de prevenir a doença e evitar de espalhar a doença por novas regiões", ressalta a enfermeira.

            A imunização é recomendada para todas as pessoas que tenham entre 9 meses e 59 anos de idade, em especial aquelas que moram em áreas de risco ou vão se deslocar para áreas em que haja a confirmação da presença da doença. "Vale destacar que quem vai viajar para algum lugar que tenha a doença deve tomar a vacina com pelo menos 10 dias de antecedência", acrescenta Joseane. Gestantes, mulheres que amamentam crianças menores de seis meses de idade, alérgicos a ovo, pessoas com o sistema imunológico debilitado em razão de doença ou tratamento e pessoas a partir de 60 anos de idade devem procurar a indicação de um médico para poder tomar a vacina contra a febre amarela.

Sobre a doença

            A febre amarela é uma doença infecciosa que tem como sintomas iniciais, segundo informe oficial do Governo do Paraná, febre súbita, dor no corpo, dor de cabeça, náuseas e fraqueza. Esses primeiros sintomas podem evoluir para uma forma mais grave da doença, que tem alto risco de morte, marcada pela febre alta, icterícia (o popular “amarelão”) e hemorragia.

            Ao contrário da crença popular, o transmissor da doença não é o macaco, mas sim o mosquito: os macacos são vítimas da doença, e suas mortes podem apontar para a presença de mosquitos contaminados com o vírus na região. Foi dessa forma que se iniciou o estado de alerta no litoral paranaense.

           No final do mês de janeiro, foram encontrados três macacos mortos em Antonina, além da confirmação de uma pessoa contaminada nesta mesma região no sábado, 26 de janeiro. Como forma de prevenção, as Unidades de Conservação Estaduais do Litoral do Paraná estão fechadas para visitação por 15 dias a partir do dia 25 de janeiro.

Febre amarela urbana

            As autoridades de saúde do Paraná reforçam a importância da prevenção do retorno da chamada "febre amarela urbana", em que o contágio se dá pelo mosquito Aedes aegypti. O último registro da febre amarela urbana no Brasil foi em 1942. A modalidade mais comum é a "febre amarela selvagem", transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, presentes principalmente nas áreas de floresta e matagais. No entanto, como explica Joseane, uma pessoa que já foi infectada com o vírus, quando picada pelo mosquito Aedes, pode desencadear um retorno à febre amarela urbana.

          Everson Krum destaca, também, que  já foram encontrados mosquitos Aedes aegypti na cidade de Ponta Grossa. Assim, os mesmos cuidados sugeridos para erradicar as epidemias de dengue também são recomendados no caso da febre amarela. "Evitar a água parada e erradicar os focos de mosquitos ajuda a evitar a transmissão da febre amarela e ainda de doenças como a dengue, zika, chikungunya e outras que são transmitidas da mesma forma", explica o vice-reitor.

 

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