Segunda-feira, 22 de abril de 2019

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08/02/2019 - 10h39 / Atualizada 08/02/2019 - 14h03



NEREPP analisa comércio internacional dos Campos Gerais


Os dados levantados têm análise de Alex Sander Souza do Carmo, da equipe do Núcleo de Economia Regional e Políticas Públicas (NEREPP) da UEPG


por Assessoria de Imprensa

A análise da evolução do comércio exterior dos Campos Gerais no período de 2008-2018 encontra-se detalhada no Boletim 04/2019 do Núcleo de Economia Regional e Políticas Públicas (NEREPP) da UEPG. O boletim aponta, entre outros fatores, que, em 2018, a região exportou US$ 1,71 bilhão, menor valor desde 2010.

O cenário do comércio internacional reional é descrito pelo pesquisador Alex Sander Souza do Carmo que, ao considerar as exportações relata que, nos anos 2008 e 2009, sofreram uma forte redução (34,00%) devido a crise financeira internacional. Registra que, em 2009, as exportações atingiram os seus montantes mais baixos. As exportações entraram em uma trajetória de crescimento, depois de 2010, que culminou com o valor máximo exportado pela região em 2017 (pouco mais de US$ 2,32 bilhões), conforme a análise.

Após esse ano favorável, as exportações voltaram a reduzir (em 26,32%), fechando 2018 em US$ 1,71 bilhão, marcado como seu menor valor desde 2010. Como assinala Alex Sander, essa redução teve reflexo no forte declínio das exportações de soja. O analista aponta que, ao longo do período (2008-2018), as importações foram inferiores às exportações, determinando um saldo sempre positivo da balança comercial. No entanto, mostra uma leve tendência de crescimento das importações ao longo do tempo, tanto que, em 2018, corresponderam a 32,01% das exportações, ante 15,70% em 2008.

Importações e Exportações

Ao fazer a leitura dos principais produtos importados pelos Campos Gerais no período analisado, Alex Sander marca que os dados sugerem que o aumento das importações relaciona-se ao avanço da industrialização da região. No período, a categoria mais importada foi a de “Reatores nucleares, caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, e suas partes”. Quando desagrega os dados das exportações por municípios, a análise identifica o aumento do protagonismo de Ortigueira na região. Com o impulso da instalação de uma planta da Klabin no município, as exportações de Ortigueira saltaram de US$ 274 mil, em 2008; para US$ 466 milhões, em 2018. O resultado fez com que a sua participação nas exportações da região fosse de 0,01% para 27,27%, superando Telêmaco Borba, que historicamente era o segundo maior município exportador da região.

Ponta Grossa, Ortigueira e Telêmaco Borba responderam por 81,77% do total exportado pela região. Ou seja, US$ 1.609.071. 249 – 74,84% (2008) e US$ 669.828.472 – 39, 18% (2018); US$ 274.568 – 0,01% (2008) e US$ 466.185.755 - 27,27% (2018); e US$ 349.571.933 – 16,26% (2008) e US$ 261.906.829 - 15,32% (2018), respectivamente. A análise do comércio exterior no período indica que a pauta de importação apresenta uma concentração ainda maior do que a pauta de exportação. Ponta Grossa foi responsável por 82,3% do total importado pela região – US$ 227.644.729 – 67,5% (2008) e US$ 450.314.195 – 82,3% (2018).

Sobre as categorias

O maior envolvimento de Ortigueira nas exportações ocasionou uma leve alteração na pauta de exportação, com o aumento da participação das categorias relacionadas à indústria de madeira e celulose. De forma conjunta, em 2018, a análise indica que as categorias “Pastas de madeira ou de outras matérias fibrosas celulósicas; papel ou cartão para reciclar (desperdícios e aparas)”; “Madeira, carvão vegetal e obras de madeira”; e “Papel e cartão; obras de pasta de celulose, de papel ou de cartão” representaram 64,9% das exportações.

A pauta importação teve, como mencionado, teve a categoria “Reatores nucleares, caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, e suas partes como a mais importada em 2018 (26,64%), ultrapassando a categoria “Adubos (fertilizantes)” – a mais importada em 2008. A análise também aponta como importante o crescimento da importação de produtos da categoria “Veículos automóveis, tratores, ciclos e outros veículos terrestres, suas partes e acessórios, que passou da décima oitava para a quarta posição entre 2008 e 2018. Alex Sander diz que esse crescimento, provavelmente, está associado à instalação da fábrica de caminhões DAF em Ponta Grossa.

Parceiros Comerciais

Quanto a parceiros comerciais, a análise do NEREPP frisa a consolidação da China como principal destino das exportações dos Campos Gerais - US$ 238.486.790 - 11,09% (2008) - US$ 416.047.975 - 24,33% (2018). Na sequencia, aparecem os Estados Unidos e a Argentina, com participações de 12,15% e 7,65%, respectivamente. Das exportações, 44,15% foram para esses três países. Os três países citados foram os únicos remanescentes da lista de 2008. A análise também revela o decréscimo das importações procedentes da Argentina, com redução de US$ 62 milhões para US$ 17 milhões entre 2008 e 2018.

Ao contrário das exportações, segundo Alex Sander, a lista das dez mais importantes origens das importações da região apresenta uma estabilidade um pouco maior, tendo em vista que seis países da relação de 2018, também estavam na lista de 2008. Neste aspecto, destaca-se que, alguns deles, aumentaram consideravelmente a sua participação, a exemplo da China que também se consolida como principal parceiro comercial dos Campos Gerais no tocante às importações. A análise assinala que, em 2018, forma US$ 95 milhões importados daquele país ante 14 milhões em 2008. Na pauta da importação dos Campos Gerais, a participação da China saltou de 4,4% para 17,5%.

Para acompanhar dados adicionais sobre a evolução do comércio internacional (2008-2018) dos Campos Gerais, os interessados podem acessar o endereço: (http://www2.uepg.br/nerepp/wp-content/uploads/sites/2/2019/02/04_2019-Análise-BC-2008-e-2018.pdf). 


 

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