Sábado, 23 de fevereiro de 2019

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08/02/2019 - 13h47 / Atualizada 08/02/2019 - 14h32



Núcleo de Economia trata da evolução do índice Firjan da região


O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) é composto de três dimensões: renda e emprego; saúde; e educação


por Assessoria de Imprensa

Quando trata da evolução do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal nos Campos Gerais, entre 2005 e 2016, Augusta Pelinski Raiher, da equipe do Núcleo de Economia Regional e Políticas Públicas (NEREPP) da UEPG, observa que na média houve melhora no índice. A pesquisadora destaca que Ponta Grossa e Castro atingiram 0,80 enquanto  na média os municípios saíram de um índice de 0,63 para 0,70, ficando acima dos valores médios para o Brasil (0,57 e 0,67, respectivamente). Entretanto, na comparação com a média paranaense (0,66 e 0,73, respectivamente), a região ficou aquém, o que demonstra a existência de fragilidade regional.

O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) é composto de três dimensões: renda e emprego; saúde; e educação. Por esse quadro, na primeira dimensão, os indicadores considerados são: a geração de emprego formal, a absorção da mão de obra local, a geração de renda formal, os salários médios do emprego formal e a desigualdade de renda. A dimensão educação considera a matrícula na educação infantil, o abandono no ensino fundamental, a distorção idade-série no ensino fundamental, número de docentes com ensino superior no ensino fundamental e o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) no ensino fundamental. A dimensão saúde volta-se para o número de consultas pré-natal, óbitos por causas mal definidas, óbitos infantis por causa evitáveis e internação sensível à atenção básica.

Processos de Desenvolvimento

A partir da apreciação de Augusta Raiher, registra-se que não são todos os municípios dos Campos Gerais que estavam com processo de desenvolvimento menos intenso que a do Estado. Neste aspecto, destaca Ponta Grossa (0,80), Castro (0,80), Carambeí (0,78), Palmeira (0,78), Arapoti (0,77) e Telêmaco Borba (0,76). O quadro mostra que 32% dos municípios da região apresentaram IFDM maior que a média paranaense em 2016. Trata-se de percentual que, em 2005, era de 37% com os seguintes municípios com IFDM maiores que a do Paraná: Carambeí (0,78), Ponta Grossa (0,75), Porto Amazonas (0,71), Jaguariaíva (0,69), Arapoti (0,69), Castro (0,68) e Sengés (0,67). Com exceção de Imbaú, todos os demais municípios elevaram seu IFDM ao longo do tempo, mas o ritmo de desenvolvimento da maioria foi menos intenso que o obtido na média paranaense, segundo Raiher.

Considerando a posição no ranking estadual, Ponta Grossa foi o município mais bem colocado, saindo da posição 45° em 2015 para 26º em 2016. Na pior classificação fica Imbaú, estando em 393º das 399 posições. De acordo com a metodologia do IFDM, cada município pode ser enquadrado quanto ao seu desenvolvimento em: baixo (IFDM entre 0 a 0,4), regular (0,4 a 0,6), moderado (de 0,6 a 0,8) e alto (0,8 a 1) desenvolvimento. Ponta Grossa era a único município classificado como de alto desenvolvimento em 2016. Como regular, na análise, estavam São João do Triunfo, Ivaí e Imbaú, municípios que, segundo Raiher, precisam de atenção. Isso porque tiveram uma evolução pequena e até negativa entre 2005 e 2016. Os demais municípios estavam classificados como de moderado desenvolvimento.

Dinâmica Econômica

No tocante ao ponto onde a região peca quanto ao desenvolvimento, Augusta Raiher destaca como principal a dinâmica econômica. “Se abrir o IFDM em suas três dimensões observa-se que a econômica era a que estava num patamar muito baixo na maioria dos municípios (58%) em 2016”. Entre outras considerações registradas no Boletim NEREPP (03/2019), quando analisa a evolução dos municípios dos Campos Gerais, Raiher refere-se à saída de muitos de um processo de círculo vicioso em que se encontravam, em 2005, passando para a etapa “tendendo ao desenvolvimento” em 2016, com melhora significativa de seus aspectos sociais (educação e saúde), mas ainda não conseguindo avançar na parte econômica.

Os resultados da análise permitem inferir, conforme Augusta, que a região como um todo evoluiu, praticamente todos os municípios elevaram seu IFDM ao longo do tempo. Mas, neste aspecto, ressalta a atenção especial para os municípios de Ivaí, Imbaú e São João do Triunfo que não conseguiram evoluir expressivamente entre 2005 e 2016. Como salienta Augusta Raiher, como estratégia de desenvolvimento se constatou que a dimensão econômica precisa ser fomentada para que todos os municípios dos Campos Gerais gerem processo comulativos do desenvolvimento socioeconômico. A análise salienta que os dados da dinâmica econômica da região, apresentado no Boletim 1/2019, evidenciavam um crescimento econômico na região, se diferenciando dos resultados do Paraná e do Brasil.

Desenvolvimento e Crescimento

No tocante ao por que a dinâmica do desenvolvimento não acompanhou a dinâmica do crescimento econômico, Raiher registra que, basicamente, dois pontos explicam essa questão. Nesse olhar, ela acentua que alguns municípios ficaram aquém no processo de crescimento econômico e também do desenvolvimento. Para exemplificar, cita Ivaí que teve a taxa de crescimento negativa do PIB entre 2010 e 2016 e, ao mesmo tempo, crescimento do IFDM muito pequeno.

Outro ponto se refere ao fato de que ter crescimento econômico não necessariamente resulta em desenvolvimento. Raiher completa, registrando que “a correlação entre IFDM e o PIB de cada município foi igual a 0,54%, ou seja, não há nenhuma garantia de que o aumento do PIB se traduza em melhorias de bem estar para a população. Para ela, o processo depende muito dos elementos estruturais existentes no município como concentração de renda, desigualdade salarial, e os encadeamentos locais.

Outros pontos da análise relativa ao índice IFDM dos Campos Gerais estão disponíveis em www2.uepg.br/nerepp/wp-content/uploads/sites/2/2019/02/03_2019-Índice-Firjan.pdf.

 

 

 

 

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