Quarta-feira, 19 de junho de 2019

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12/04/2019 - 08h20 / Atualizada 12/04/2019 - 00h52



Dia do Obstetra: mais de 70% dos partos no HU-UEPG são normais


por Aline Jasper

No dia 12 de abril, comemora-se o dia do Obstetra. No Hospital Universitário, esses profissionais são, junto à equipe multiprofissional da Maternidade, responsáveis pelos índices de sucesso nos partos realizados.

Dos cerca de 3000 partos realizados no HU-UEPG, mais de 70% são partos normais. O baixo índice de cesáreas vem na contramão da média brasileira, que é a segunda maior do mundo: 44% dos partos são cesáreas.

“Há uma cultura da cesárea no Brasil”, aponta a médica obstetra Valéria Amari, que atende às gestantes de alto risco no HU. Muitos dos partos por cesárea são realizados de forma eletiva, ou seja, a gestante escolhe esse formato.

O médico obstetra Henrique Hoffmann destaca a importância do parto normal para a formação de um vínculo entre a mãe e o bebê. “Durante nove meses, o corpo da mulher arquiteta para o parto normal, o que faz com que haja uma recuperação rápida, que permite que a mulher possa destinar toda a atenção para cuidar do bebê”, ressalta.

No parto normal, a recuperação da mulher é mais rápida do que após um procedimento cirúrgico. “É bonito de ver a recuperação de um parto normal”, celebra Valéria. Ela ressalta, entretanto, que não se deve esquecer que a cesárea, apesar de ser um procedimento invasivo, pode salvar vidas, e sua possibilidade não deve ser totalmente descartada.

“O parto é uma caixinha de surpresas: pode correr tudo bem, mas também pode haver complicações. Por isso, é preciso se preparar para o parto normal, mas também esperar de tudo. O importante é garantir a saúde da mãe e do bebê”. Nos casos em que há a indicação de cesariana, sua realização é indispensável para a saúde.

O sucesso da maternidade do HU, segundo Henrique, está na “equipe multidisciplinar preparada para passar segurança para a mulher e acompanhante”. Os médicos do HU assinalam que muitas mulheres vêm para a Maternidade com medo do parto normal. Esse medo decorre da falta de conhecimento sobre os mecanismos de parto e a expectativa de que se resolva de forma rápida o nascimento do bebê.

Além do medo, muitas mulheres têm a ideia de que a cesária é elitizada e que o parto normal é para quem não tem condições financeiras para pagar pelo procedimento.

“Não é porque o Hospital Universitário atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS) que recomendamos o parto normal, mas sim porque é mais seguro”, destaca Henrique.

A intervenção médica desnecessária não é recomendada pelas autoridades de saúde. O Ministério da Saúde recomenda que só sejam realizados partos cirúrgicos em casos em que esta seja a indicação médica.

O parto humanizado, que traz para a preparação do pré-parto ambientes que relaxam e distraem a gestante, permite que este momento seja prazeroso para a família. No HU, elementos como a bola suiça, utilizada para exercícios de relaxamento; a presença do acompanhante, dando segurança à gestante; e o banho e caminhadas, que servem para relaxar, fazem com que o ambiente seja relaxado e prazeroso.

É preciso, entretanto, que o pré-natal seja feito de forma mais eficiente. Segundo Valéria e Henrique, muitas gestantes ainda não recebem informações suficientes para estar seguras e preparadas para o parto. “O preparo para o parto normal precisa ser discutido ao longo dos nove meses de gestação, e não em uma consulta médica no início do trabalho de parto”, destaca o médico.

 

 

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