Domingo, 17 de novembro de 2019

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04/09/2019 - 08h55 / Atualizada 04/09/2019 - 11h42



LALUPE fortalece ações de aprendizado e ludicidade a partir do ensino, pesquisa e extensão


por Vanessa Cristina de Abreu Torres Hrenechen

Laboratório Lúdico Pedagógico (LALUPE) foi criado em 2008 por meio do Programa Prodocência e com recursos internos da UEPG para atender ao Curso de Licenciatura em Pedagogia, mas atua com diversos cursos de licenciaturas da UEPG, além de atender público externo, tais como professores e alunos da Educação Básica.

O Laboratório Lúdico Pedagógico (LALUPE) da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) tem como objetivo geral contribuir para a formação dos futuros professores/pedagogos e a comunidade em geral, no tange à ludicidade e ao brincar como componente do desenvolvimento e aprendizado, busca assim, incentivar ações e processos de aprendizado a partir da ludicidade, articulando práticas de ensino, pesquisa e extensão. Durante essa década que está em funcionamento, o LALUPE já emitiu mais de 10 mil certificados com cursos, eventos, oficinas e formações ofertadas à comunidade acadêmica e, também externa.

O LALUPE se configura como uma incubadora de projetos inter e multidisciplinar, propiciando a articulação entre as disciplinas do curso de Pedagogia, entre diversos cursos universitários, entre os diferentes níveis de ensino, e da universidade com empresas e com a comunidade. Por isso, desenvolve até hoje parcerias com diversos cursos, departamentos e setores da UEPG. Como por exemplo o Curso de Engenharia de Computação, que atua desde a criação do laboratório e outros que foram se somando como o Curso de Odontologia, Letras, Artes, etc. O LALUPE nasceu como projeto de extensão, vinculado ao departamento de Educação, desenvolvendo atividades de formação lúdicas e pedagógicas e com a estruturação de um espaço físico, o Laboratório ampliou sua a atuação com iniciativas de ensino, pesquisa e extensão. 

Na estrutura da UEPG, o Laboratório está ligado ao Programa de Extensão e Pesquisa em Processos de Aprendizagem, do qual também faz parte o projeto Psicopedagógico Pró-Aprendizagem (PROA) e o Grupo de Estudos e Pesquisa em Processos de Aprendizagem – GEP-PROA. Em parceria com outros órgãos, o PROA trabalha com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, atendendo crianças e adolescentes que estão em privação de liberdade e/ou têm dificuldades no processo de aprendizagem. 

Espaço lúdico une teoria e prática

Elenice Parise Foltran, professora coordenadora do Laboratório, explica que no LALUPE tudo foi planejado para aliar a teoria a prática pedagógica. O próprio espaço físico do laboratório é teoricamente constituído, composto por cinco áreas: a primeira delas é uma área de “jogos sensoriais motores”, voltadas para bebês; a segunda é a área do 'brincar simbólico', que reúne o faz de conta e insere a criança na literatura. 

Já a terceira área é a dos jogos de regras e jogos pedagógicos, com funções educativas. "O quarto espaço é o local de criação de jogos, experimentações, testagens e atividades desenvolvidas pelos acadêmicos com funções estratégicas"; O quinto espaço, por sua vez, é destinado ao estudo e formação em Ludicidade e Educação e, também o espaço administrativo do LALUPE, explica a professora Elenice. 

Na articulação entre teoria e prática, a parceria com o Departamento de Informática, sempre ocorreu, os acadêmicos do Curso de Engenharia de Computação desenvolvem sistemas para o funcionamento do laboratório e ainda jogos pedagógicos virtuais sob a coordenação do professor Dierone César Foltran Jr. Além da oferta de oficinas em ambientes digitais para a articulação de conteúdos pedagógicos a ludicidade.

A professora Nelba Maria Teixeira Pisacco, coordenadora do Programa Extensão e Pesquisa em Processos de Aprendizagem e do projeto  ‘Psicopedagógico Pró-Aprendizagem (PROA)”, lembra que o Laboratório surgiu como demanda da formação para os acadêmicos e professores da Educação básica. 

Atividades do LALUPE junto à comunidade

Além das atividades de pesquisa e ensino, o LALUPE também atua na oferta de cursos de formação à comunidade externa. Entre as atividades realizadas pelos professores e estagiários do Laboratório constam: visitas de professores de diversos municípios da região ao laboratório, visitas agendadas para crianças de escolas da região, visita dos estagiários e participantes do projeto à comunidade quilombola na Serra do Apon, em Castro, município na região dos Campos Gerais - neste caso cinco professores atuaram em um curso que tinha como intuito a valorização da cultura africana e que contou com 53 alunos. 

"Neste caso, desenvolvemos atividades sobre a valorização da cultura africana, com jogos e oficinas, trabalhando sempre o aspecto lúdico", conta Nelba. Além desta ação, os profissionais do LALUPE também atuam no cursinho preparatório para alunos(as) que realizarão o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (ENCEJJA) e oferta palestras e atividades para os acadêmicos da Universidade Aberta da Terceira Idade (UATI). 

"No caso dos idosos e da parceria com a UATI, nós trabalhamos com oficinas, com jogos de memória e também com o resgate da memória dos participantes. Essa é uma necessidade de formação do idoso", lembra Nelba.

Avaliação das demandas de escolas municipais

Outra demanda que conta com a participação dos professores e acadêmicos do Laboratório é a avaliação do desempenho dos alunos de escolas públicas estaduais - a medida também se desdobra em uma grande atividade de pesquisa do LALUPE. Neste caso, os membros do Laboratório atuam na avaliação de desempenho escolar de mais de 700 crianças do ensino fundamental 2 - duas escolas estaduais servem como base no diagnóstico realizado pelo laboratório. 

Atendimento de crianças em situação de risco ou vulnerabilidade

Outra ação executada pelo LALUPE é o atendimento de crianças e adolescentes em situação de risco, vulnerabilidade social ou que estão sob medida de restrição da liberdade. "Neste atendimento, a criança realiza atividades voltadas para a sua aprendizagem por meio de atividades lúdicas e é acompanhada por acadêmicos e profissionais do laboratório", explica a professora Elenice. 

Ainda no setor de atendimento, o LALUPE também realiza ações em grupo com crianças que, em alguns casos, são trazidas de outros municípios. "Também oferecemos cursos para professores da educação básica, com o foco de tornar a educação mais inclusiva", lembra a professora Nelba. 

Equipe

Atualmente o LALUPE conta com cinco professores da UEPG lotados nos departamentos de Educação, Informática e Pedagogia; Cinco monitores bolsistas pela PROGRAD dos cursos de Pedagogia, Engenharia de Computação e Letras, quatro estagiários do programa Universidade Sem Fronteira (USF), um bolsista recém-formado (USF), três recém-formados que atuam como voluntários e cinco acadêmicos dos cursos de Pedagogia e Letras voluntários;  além de dez profissionais parceiros de escolas envolvidas no projeto.

 Colaboração: Afonso Verner

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