Domingo, 24 de março de 2019

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04/11/2011 - 16h43 / Atualizada 07/11/2011 - 14h30



Curso internacional sobre manejo da matéria orgânica tem 6ª edição


por Neomil Macedo

Equipe do Laboratório de Matéria Orgânica do Solo (LABMOS)

Pesquisadores da Europa, Ásia e África participam, a partir desta segunda-feira (7/11) da sexta edição do curso internacional sobre “Manejo de Matéria Orgânica do Solo: relação entre sistemas de produção e cultura de cobertura – princípios e chaves para ações” (Soil organic matter manegement: the relationship with cropping systems and cover crops – principles and keys for action), promovido pelo Departamento de Ciências do Solo e Engenharia Agrícola (DESOLO) da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), por meio de cooperação científica com o instituto francês CIRAD (Centre de Coopération Internationale em Recherche Agronomique pour le Développement). A abertura ocorre às 8 horas, no auditório do Centro Interdisciplinar de Pós-Graduação e Pesquisa (CIPP), no Campus de Uvaranas.

O coordenador do curso, professor João Carlos de Moraes Sá (DESOLO) destaca a importância do curso no processo de internacionalização da UEPG. “Sem dúvida esse é o programa que hoje mais projeta a imagem da instituição”, diz, lembrando que nas cinco edições anteriores o curso reuniu 75 pesquisadores de 13 países (Vietnã, Camboja, Laos, Tailândia, China, Burkina Fasso, Argélia, Tunísia, Madagascar, Camarões, França e Itália). “Desse total, 30 são doutores”, comenta João Carlos, revelando ainda que quatro universidades do Camboja, Tailândia, Vietnã e Camarões já implantaram o curso baseado no modelo da UEPG, para treinar pesquisadores, agricultores e líderes.

João Carlos de Moraes Sá afirma que este processo se desenvolveu com bases sólidas, desde 2002/2003, quando se iniciaram os investimentos no Laboratório de Matéria Orgânica do Solo (LABMOS), com recursos da Fundação Araucária, financiando o projeto de “Avaliação do potencial de seqüestro de carbono em solos sob plantio direto na região dos Campos Gerais”. Este projeto proporcionou o convênio de cooperação com o CIRAD, em 2005 com três propósitos: Primeiro, treinar pesquisadores associados ao CIRAD lotados em países da África e Ásia sobre a gestão da matéria orgânica e sua relação com sistemas de manejo do solo; segundo, cooperação científica nos projetos envolvendo sistemas de produção tendo como base o plantio direto; e terceiro, a análise de solos de experimentos localizados na África e Ásia, com ênfase no estudo da matéria orgânica.

Desde 2005, foram cinco edições do curso, completa o professor do DESOLO, com a missão de desenvolver o plantio direto em regiões estratégicas, como técnica de sustentabilidade do solo e altos índices de produtividade. João Carlos de Moraes Sá cita alguns números que dão a dimensão da parceria UEPG/CIRAD. Nesse período, por exemplo, foram realizadas aproximadamente 37 mil análises de carbono e nitrogênio no solo, todas desenvolvidas no laboratório de matéria orgânica. Em 2005 fazia apenas um tipo de análise. Atualmente são realizados 18 tipos. Esse convênio gerou ao LABMOS cerca de 540 mil dólares em recursos, sendo 60% direcionados à aquisição de equipamentos; 20% ao custeio dos cursos e 20% para despesas gerais, manutenção e pagamento de professores.

Ainda nesse período, os pesquisadores e bolsistas de pós-graduação e de iniciação científica envolvidos nesse processo acumulam inúmeras publicações em periódicos nacionais e internacionais. A partir de 2009 foram gerados quatro artigos em revistas qualis A1; seis, em B1; vários artigos em revistas de magazines; e mais dois artigos em revista B5. Além disso, estão em fase de revisão mais quatro artigos A1 e dois artigos B1. Para o próximo ano, estão planejados para submissão mais cinco artigos A1, oriundos do programa de pós-doutorado do pesquisador francês Florent Tivet no LABMOS. Os números seguem com a participação do professor João Carlos em congressos internacionais, como conferencista convidado em eventos nos Estados Unidos, na Itália, na França, na China, no Camboja e na Argentina.

No desenvolvimento desses projetos, o professor João Carlos cita como um passo importante a interação com o departamento de Engenharia de Materiais através dos professores Adilson Luiz Chinelato, Luiz Antônio Pinheiro e Sidnei Antonio Pianaro no suporte à utilização de equipamentos de microscopia eletrônica, infravermelho e raio-x, além da integração com o Laboratório Multiusuário.

A integração também acontece com grandes e pequenos produtores da região, que abrem suas propriedades para o desenvolvimento de pesquisas. Todas essas ações, segundo o professor, contribuem para fortalecer o Laboratório de Solos e intensificar o investimento na graduação, na iniciação científica e na pós-graduação. Hoje, 10 bolsistas (mestrado e iniciação científica) integram a equipe do Laboratório de Solos, sendo oito através de agências de fomento e dois financiados por instituições privadas (CIRAD e Focam).

No contexto da internacionalização, o professor lembra que recentemente a UEPG recebeu o pesquisador francês Florent Tivet para realização de pós-doutorado no LABMOS. Da sua passagem pela instituição, resultou o projeto “Agrossistemas”, aprovado pela Fundação Agrisus – Agricultura Sustentável, que trabalha o sistema de plantio direto subtropical (Ponta Grossa); tropical com período seco, em Luiz Eduardo Magalhães (BA); e tropical úmido, em Lucas do Rio Verde (MT). Este projeto gerou mais seis artigos para revistas A1. No momento, Tivet conclui o seu programa de pós-doc na Ohio State University, tendo aulas com o professor Dr. Rattan Lal, pesquisador com índice H 46 e prêmio Nobel da Paz, em 2007, com 606 artigos publicados em revistas A1 e A2.

Com a meta de realizar mais quatro edições do curso de manejo da matéria orgânica do solo, o professor vê perspectivas de consolidar novas parcerias internacionais; avançar nos estudos de mecanismos e processos da pesquisa da matéria orgânica com ênfase no plantio direto; desenvolver projetos para construção de sistemas de produção sustentável; e tornar-se centro de referência em estudo da matéria orgânica e sistemas de manejo. Uma das ações em andamento é a criação da biblioteca das amostras de solos dos experimentos que o LABMOS desenvolveu nos últimos 10 anos, cujo acervo é de seis mil amostras e estará à disposição dos pesquisadores.

Com a meta de realizar mais quatro edições do curso de manejo da matéria orgânica do solo, o professor vê perspectivas de consolidar novas parcerias internacionais; avançar nos estudos de mecanismos e processos da pesquisa da matéria orgânica com ênfase no plantio direto; desenvolver projetos para construção de sistemas de produção sustentável; e tornar-se centro de referência em estudo da matéria orgânica e sistemas de manejo. Uma das ações em andamento é a criação da biblioteca das amostras de solos dos experimentos que o LABMOS desenvolveu nos últimos 10 anos, cujo acervo é de seis mil amostras e estará à disposição dos pesquisadores.

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