UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA

Terça-feira, 11 de dezembro de 2018

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10/11/2011 - 14h11 / Atualizada 10/11/2011 - 15h25



‘Cavaqueira’ de Moçambique encerra Fenata 2011


A peça A Cavaqueira do Poste, do Grupo de Teatro Lareira de Moçambique (África) encerra a programação do Festival Nacional de Teatro da UEPG, nesta sexta-feira (11), às 20h30, no Auditório A, do Cine-Teatro Ópera


por Marilia Woiciechowski

A Cavaqueira do Bosque - Grupo de Teatro Lareira, de Moçambique (África) 

Os oito dias do encontro com o público em espetáculos adulto, infantil, bonecos/animação, de rua, e nas mostras especial e paralela do Fenata (Festival Nacional de Teatro) da UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa) encerram, nesta sexta-feira (11), com a presença do Grupo de Teatro Lareira, de Moçambique (África) que encena a peça “A Cavaqueira do Poste”, no Auditório A, do Cine-Teatro Ópera, às 20h30. Com texto do ator e jornalista Sérgio Malombo, a peça, que fecha a programação do festival, relata a crise financeira mundial, a ganância, e a corrupção dos funcionários públicos. Tristeza, amor e a mistura com o humor são fenômenos refletidos na obra. Do grupo fazem parte, além de Malombo, o ator Diaz Santana, o encenador da peça Elliot Alex, a atriz Célia Ruth, Leo Mendes e a jornalista Rosa Langa, assessora de comunicação e imagem do Teatro Lareira.

Dois mendigos que vivem num poste da rua, Calvino (cego) e Tendeu (de braços amputados) têm como casa um poste da rua. Esperançosos, vivem naquele local na espera de um dia o milionário Drumond Galaska, passe por ali. O milionário prometeu que iria tirar os dois daquela pobreza extrema na rua. Como o mundo vai de “mal a pior”, o grupo moçambicano propõe uma obra para rir e refletir. A cavaqueira de Tendeu e Calvino mostra que somos demasiado cegos para ver os fatos, sem braços para fazer algo e, pior ainda, com poucos miolos para endireitar o desfasamento entre os pobres (ociosos) e os ricos (gulosos). Além de “A Cavaqueira do Posto”, o Grupo Teatro Lareira conta com a obra “Cinzas sobre as mãos”. Na peça de encerramento do Fenata, o grupo mostra o impacto das diferenças sociais, traduzindo uma sociedade onde uns têm muito e outros não têm nada.

Crianças, Bonecos e Especial

A História de Todas as Histórias - Grupo Arte da Cómédia, de Curitiba (PR)

A mostra de espetáculo para crianças termina com a “História de Todas as Histórias”, do Grupo Arte da Comédia, de Curitiba (PR), no Teatro Marista, às 14h. Na peça escrita e dirigida por Roberto Innocente, quatro personagens-tipo de crianças em máscara: Arlequim, Pulcinella, Doutor Balanzone e Colombina, depois de ter nascido, saem em busca da misteriosa voz “do homem que não está”. A partir daí começam o longo caminho através mundos desconhecidos. Passam pelo mundo dos medos, mercado de palavras, arco-iris, mar, e ilha dos contos. Depois de muitos caminhos encontram, então, a “voz misteriosa” que os conduz a uma pequena casinha de onde “o home que não está” pede ajuda. Mas dentro da casinha tem só um grande espelho onde todos se reconhecem. Entendem então que o “homem que não estava” era eles mesmos e que toda esta viagem era só para entender isso.

Aventuras de Gulliver - Cia. Articulada - Teatro de Bonecos, de São Paulo (SP)

Com a história “Aventuras de Gulliver”, o Teatro de Bonecos/Animação termina seu programa, no AuditórioB, do Cine-Teatro Ópera, às 14h. Do Grupo Cia Articularte – Teatro e Bonecos, de São Paulo (SP), o espetáculo, baseado na obra de Jonathan Swift, tem direção de Dario Uzam, responsável também pela adaptação do texto de Swift. Encenado por bonecos e atores, o espetáculo é um relato de duas aventuras fantásticas do clássico “Viagens de Gulliver”, vividas em lugares que só poderiam existir na imaginação. A adaptação de Uzam foi totamente elaborada a partir de “limeriques” (poemas curtos, divertidos e astutos), adivinhas, provérbios, ditados populares e frases rimadas, para causar humor e musicalidade diante do público infantil. A encenação usa como fantasia os quatro elementos: terra, fogo, ar e água, para contar a fragilidade dos sonhos, como se fossem esculturas que podem ser feitas de areia e desfeitas facilmente pela força sutil da natureza.

Para Palmeira (PR), o Fenata leva a peça “A menina e o Menino (14h), no Cine Teatro Municipal. O espetáculo é do Grupo Trupe Kei, de Paraguaçu Paulista (SP) e tem Danilo Salomão (autoria) e Samira Soares de Moura (direção). A mostra especial leva os textos Heói ou Rebelde – Stand Up Comedy (com Diego Castro), Amor para Cachorro (com Gilvan Balbino e Bruno Olivieri); Mensageiros do Vento (Andress Corrêa e Thiana Bastos) e O Cobertor (com Pâmela Vicenta), do Grupo Teatral de Quatro no Ato, para escolas, CMEIs, instituições assistenciais, asilos, creches, e empresas. O espetáculo adulto apresenta, nesta quinta-feira, 10, “Pé na Curva”, do Grupo Cia de 2, de São José dos Campos (SP), às 20h30, no Auditório A, do Cine-Teatro Ópera.

Na realização do 39ª Fenata, a Divisão de Assuntos Culturais (DAC) da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Culturais (Proex) conta com o apoio da Fundação de Apoio à UEPG (Fauepg), Ministério da Cultura/Lei de Incentivo à Cultura, CCR RodoNorte, Caixa Econômica Federal, Tratornew / New Holland – Tratorcase – Magparaná S/A, Colégio Sepam, Lojas MM-Mercadomóveis, CVL Automóveis – Comércio de Veículos Ltda., Winner Chemical, TransPrimo – Transportadora Primo, Prefeitura de Ponta Grossa/Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Colégio Marista Pio XII, SESC-Paraná / Sistema Fecomércio, prefeituras municipais de Carambeí e Palmeira, TV Educativa de Ponta Grossa, RPC TV-Rede Paranaense de Comunicação-Ponta Grossa, TVM Canal 14, Ideia Três Arquitetura de Negócios e Viação Campos Gerais.
 

Acompanhe a programação do 39º Fenata em www.uepgcultura.com.br/fenata
 

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