Quarta-feira, 21 de outubro de 2020

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14/11/2012 - 08h06 / Atualizada 14/11/2012 - 08h09



40º FENATA/Crítica: Pois é, vizinha...


Por Vinício Angelici


por Neomil Macedo

O Rio Grande do Sul está bem representado neste Festival pela Companhia de Solos & Bem Acompanhados, de Porto Alegre. Ela vem com a peça “Pois é, Vizinha...”, de Dario Fo e Franca Rame.

O original “Una Donna Sola” ganhou tradução de Roberto Vignati, com adaptação de Déborah Finocchiaro, que também dirige e atua. Conta a história de Maria, uma dona-de-casa trancafiada em casa pelo marido, que é obrigada a suportar o cunhado semi-paralítico e tarado, o “voyeur” do prédio vizinho, o tarado do telefone e o apaixonado professor de inglês. Um dia se depara com uma vizinha do prédio em frente e desabafa...

Este é um papel para uma grande atriz. Já tinha visto este texto montado em São Paulo, com duas grandes atrizes: Denise Stoklos e Marília Pêra. A primeira, em “Um Orgasmo Adulto Escapa do Zoológico”, com direção de Antonio Abujamra e a segunda, em “Brincando em cima daquilo”, com direção de Roberto Vignati.

Deborah Finocchiaro não fica devendo nada a nenhuma delas. Esta atriz superlativa, carismática, em sua plenitude artística, incorporou essa personagem, fazendo-a com irreverência, ousadia, despudor, originalidade e... muito fôlego! Afinal, não é fácil manter sozinha a platéia lotada e ligada, gargalhando o tempo todo.

Tito Grando participa como ator convidado nos papéis de cunhado paralítico, o marido Aldo, credor e professor de inglês.

Na equipe técnica, Laura cercou-se de gente competente, o que também contribuiu para o acerto da montagem.

A cenografia de Rafael Silva é constituída de vários biombos de PVC, forrados com tecidos bem coloridos, criando os vários ambientes sugeridos pela encenação: porta de entrada, quarto do bebê, quarto do cunhado, etc.

Os figurinos de Cléria Finocchiaro são criativos e funcionais, bem como a iluminação de Fabrício Simões e Leandro Ross Pires, criando os “climas” necessários.

A peça, apesar de estar há 19 anos “na estrada”, continua atual, discutindo através da linguagem cômica, o drama social da mulher: a violência doméstica sofrida por ela, a hipocrisia no casamento, etc.

O crítico Venício Angelici é contratado da organização do festival

 

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